Já o Papa Leão XIII visava a contribuir para a paz estimulando o diálogo social, entre capital e trabalho, entre as tecnologias e a inteligência humana, entre diversas culturas políticas, entre as Nações. Papa Francisco usava o termo "policrise" para evocar a dramaticidade da conjuntura histórica que estamos vivendo. A Doutrina Social da Igreja é chamada a fornecer chaves interpretativas que ponham em diálogo ciência e consciência.
A Doutrina Social, de fato, nos educa a reconhecer que mais importante que os problemas, ou que as respostas a eles, é o modo com o qual os enfrentamos, com critérios de avaliação e princípios éticos e com abertura à graça de Deus.
A doutrina, enquanto reflexão séria, serena e rigorosa, pretende ensinar-nos, em primeiro lugar, a saber nos aproximar das situações e, antes ainda, das pessoas. Ademais, nos ajuda a formular um juízo prudencial. A seriedade, o rigor, a serenidade, são as coisas que devemos aprender toda doutrina, e também da Doutrina Social.
Como afirma o Concílio Vaticano II, "é dever da Igreja investigar a todo o momento os sinais dos tempos, e interpretá-los à luz do Evangelho; para que assim possa responder, de modo adaptado em cada geração, às eternas perguntas dos homens acerca do sentido da vida presente e da futura, e da relação entre ambas" (Gaudium et spes, 4).
Texto completo em italiano e inglês aqui.

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